Mesmo depois de concluída a primeira etapa da reconstituição da morte de PC Siqueira, nesta quarta-feira (20/1), ainda restam perguntas que deverão ser respondidas pela Polícia Civil de São Paulo (PCSP) nos próximos 60 dias. O caso foi reaberto após a Justiça paulista reconhecer erros na investigação que conclui que o youtuber teria tirado a própria vida.
À imprensa, os advogados da família do influenciador apontam que há indícios para considerar que a morte de PC se trate, na verdade, de um homicídio.
O resultado da perícia, ainda não divulgado oficialmente, apontaria que as marcas de asfixia encontradas no pescoço da vítima não correspondem ao objeto apontado inicialmente, quando as investigações foram concluídas, em 2024.
“Consta no inquérito que teria sido usada para o suposto suicídio uma cinta de catraca, daquelas que o pessoal usa para slackline. Mas a largura da fita não condiz com o pescoço”, diz o advogado Caio Muniz.
Segundo a defesa, que contratou um perito particular para acompanhar o procedimento, a suspeita é a de que PC Siqueira teria sido estrangulado com um fio de um headset (fones de ouvido profissional).
Ex-namorada pode ser peça-chave para novas investigações
Ainda de acordo com informações repassadas pelos advogados da família, a reconstituição da morte de PC Siqueira, realizada nesta terça-feira (20/1), ainda terá que passar por uma segunda etapa.
O motivo seria que a Polícia Civil aguarda que Maria Luiza Watanabe, a então namorada do youtuber, que presenciou a morte, se apresente às autoridades para dar continuidade às investigações. Vale lembrar que, em 2024, a Polícia Civil recebeu denúncias que apontavam o envolvimento dela na morte.
Conforme revelado pelo Metrópoles, pessoas próximas a PC Siqueira a acusaram de dopá-lo com clonazepam dias antes do ocorrido. Ele ainda teria o isolado de amigos e da família, assumindo controle da vida pessoal e financeira do influenciador, enquanto o incentivava a fazer consumo de drogas.
À época, Maria Luiza declarou à polícia que estava presente quando PC se enforcou e que tentou intervir, mas teria sido empurrada. Ainda de acordo com o relato, ele teria abusado do medicamento e usado cocaína dias antes da morte.
O Metrópoles entrou em contato via e-mail com a defesa da ex-namorada de PC Siqueira para um posicionamento sobre a reabertura do caso e sobre a tese de homicídio sustentada pelos advogados da família do influenciador, mas não obteve resposta até o fechamento desta reportagem. O espaço segue aberto.

