domingo, fevereiro 1, 2026
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O que está por trás do 5º mandado de prisão contra Jô, ex-Corinthians

João Alves de Assis Silva, mais conhecido como, voltou ao centro de uma nova polêmica nas últimas semanas após se tornar alvo de um quinto mandado de prisão por falta de pagamento de pensão alimentícia. O ex-jogador do Corinthians é pai de oito filhos — dois com a atual esposa, Cláudia Santos, e outros seis fora do casamento.

Em novembro de 2025, Jô foi preso na Praia da Barra, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, por determinação da 1ª Vara de Família de Jacarepaguaguá. A medida foi motivada pelo atraso de 12 meses no pagamento da pensão de um dos filhos.

De acordo com apuração da coluna Fábia Oliveira, do Metrópoles, divulgada no mesmo período, os valores das pensões pagas aos herdeiros do ex-atleta variam entre R$ 15 mil e R$ 18 mil. Jô, por sua vez, alega que as quantias não refletem sua atual realidade financeira.

Jô é ex-jogador do Corinthians
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Jô é ex-jogador do Corinthians

Reprodução/Instagram/@jooficial7

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Na ocasião, a defesa afirmou que os rendimentos do ex-jogador sofreram uma queda significativa após a saída do Corinthians, em 2022. Enquanto atuava pelo clube paulista, o atleta recebia um salário mensal de cerca de R$ 700 mil. Após a mudança de clube, os ganhos passaram a ser inferiores a R$ 200 mil.

Além do episódio mais recente, Jô já havia sido preso por dívida de pensão alimentícia em outras três ocasiões: a primeira em maio de 2024, em Campinas, momentos antes de uma partida; a segunda em dezembro do mesmo ano, em Contagem, durante um treino; e a terceira em junho de 2025.

Sobre as possíveis consequências legais, a advogada especialista em Direito de Família Raphaela Freitas explica que, caso a dívida não seja quitada nem haja acordo, o Código de Processo Civil (art. 528) prevê prisão de um a três meses em regime fechado, sem extinção da dívida. Outras medidas também podem ser aplicadas, como penhora de bens, bloqueio de contas bancárias e, em casos de inadimplência reiterada, suspensão da CNH e apreensão do passaporte.

“Para regularizar a situação perante a Justiça, Jô deve quitar as parcelas que deram origem ao mandado de prisão — geralmente as três últimas e as atuais —, firmar um acordo de parcelamento ou quitação com a parte credora, que precisa ser homologado pelo juiz, ou ainda ingressar com uma ação revisional de alimentos”, explica a advogada.

Por que Jô não está preso?

Apesar de já ter sido alvo de cinco mandados de prisão por dívida de pensão alimentícia, Jô não permanece detido porque a prisão nesse tipo de caso tem caráter civil e temporário. A medida não funciona como punição, mas como forma de pressionar o devedor a quitar o débito.

Segundo o advogado criminalista Luiz Gustavo Cunha, a ordem de prisão pode ser revogada assim que ocorre o pagamento da dívida que originou o mandado ou a homologação de um acordo judicial. Por isso, mesmo que existam outros valores em aberto, o devedor pode ser solto e, posteriormente, voltar a ser alvo de uma nova ordem de prisão.

É o que explica a sequência de prisões envolvendo o ex-jogador. Sempre que há novo atraso no pagamento — ou descumprimento de acordos firmados anteriormente — a Justiça pode expedir outro mandado, limitado às três últimas parcelas vencidas e às que vencem durante o processo.

O advogado também afirma que o fato de Jô ser uma figura pública não interfere nas decisões judiciais. A legislação aplicada à prisão civil por pensão alimentícia é a mesma para qualquer cidadão, independentemente da notoriedade do caso.

O que diz a defesa de Jô

Em nota, a defesa de Jô informou que o ex-jogador “tem plena consciência da seriedade da situação e reconhece equívocos ocorridos em sua vida pessoal recente, sem qualquer intenção de se eximir de suas responsabilidades”. O texto também informa que a equipe jurídica do ex-atleta atua para “solucionar as pendências de forma definitiva e célere”.

“O objetivo principal é a regularização das questões existentes e a adoção de medidas para que situações semelhantes não voltem a ocorrer. O caso segue em segredo de justiça, o que impede a divulgação de detalhes, medida essencial para preservar a privacidade da criança e das partes envolvidas”, diz o comunicado.

Jô também informa que seus “deveres como pai é prioridade absoluta”, e que já está realizando ajustes internados para a reorganização de sua vida financeira. “O atleta permanece à disposição da Justiça para prestar todos os esclarecimentos necessários”, finaliza.





Metrópoles

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