domingo, fevereiro 8, 2026
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A responsabilidade silenciosa da alta tensão

07/02/2026

Ediberto Bernardes Campos Junior construiu sua carreira em um campo onde não há espaço para improviso. A engenharia elétrica de alta tensão exige precisão absoluta, decisões técnicas bem fundamentadas e consciência permanente de que cada escolha impacta sistemas, pessoas e cidades inteiras. Desde a graduação em engenharia elétrica pela Universidade Federal de Goiás, em 2012, Ediberto entendeu que o verdadeiro protagonismo da profissão está no planejamento cuidadoso, muitas vezes invisível ao público, mas essencial para a segurança e o funcionamento do setor elétrico.

Ainda durante a formação acadêmica, iniciou sua atuação em projetos de subestações e linhas de transmissão, passando a lidar com sistemas de alta e extra alta tensão. A prática desde cedo moldou uma visão clara sobre a importância do projeto como base de qualquer obra bem sucedida. Para ele, um projeto bem elaborado não apenas orienta a execução, mas reduz riscos, protege vidas e garante que a obra aconteça dentro dos padrões técnicos exigidos. Essa convicção se tornaria o eixo central de sua trajetória profissional.

Ao longo de mais de quatorze anos de atuação, Ediberto participou da elaboração de mais de cem projetos de engenharia elétrica, incluindo reformas e implantações de subestações com níveis de tensão que chegam a quinhentos quilovolts. São projetos que exigem domínio técnico, responsabilidade legal e capacidade de prever cenários complexos. Em cada um deles, o foco sempre foi o mesmo. Planejar com rigor para que a execução seja segura, eficiente e previsível.

Um dos momentos mais marcantes da carreira foi a participação em projetos de energia renovável, com destaque para um importante parque eólico no Rio Grande do Norte, responsável por disponibilizar cerca de cento e sessenta megawatts de energia limpa e renovável ao sistema elétrico. Trabalhar em um projeto dessa magnitude reforçou a dimensão social da engenharia. Por trás dos números e das estruturas, existe o compromisso de levar energia confiável a milhares de pessoas, respeitando o meio ambiente e os critérios técnicos mais exigentes.

A atuação em concessionárias e grandes grupos do setor elétrico ampliou ainda mais essa responsabilidade. Entre dois mil e dezoito e dois mil e vinte e um, Ediberto participou de dezenas de projetos de ampliação da rede de alta tensão, contribuindo para a liberação de demanda reprimida e a conexão de novos consumidores. Cada projeto exigia análise detalhada, integração com equipes multidisciplinares e aderência estrita às normas técnicas e regulatórias.

Em dois mil e vinte e dois, a fundação de sua própria empresa de projetos e consultoria marcou uma nova fase. A decisão de empreender não alterou os princípios que sempre nortearam sua atuação. Pelo contrário, ampliou a responsabilidade. A empresa passou a atender projetos em todo o Brasil, firmando contratos relevantes e sendo reconhecida por soluções técnicas inovadoras. Em dois mil e vinte e quatro, um contrato estratégico consolidou a atuação como projetista exclusivo de alta tensão para grandes operações, fornecendo centenas de soluções de engenharia com foco em confiabilidade e segurança.

Mesmo com reconhecimento e resultados expressivos, Ediberto mantém uma postura discreta. Para ele, o sucesso de um engenheiro não está em visibilidade, mas na ausência de falhas. A alta tensão não admite erro, e é justamente nesse silêncio operacional que a engenharia revela seu valor. Quando o projeto é bem feito, a obra flui, os sistemas funcionam e a sociedade sequer percebe o esforço envolvido.

Hoje, ao olhar para a própria trajetória, Ediberto Bernardes Campos Junior representa um perfil de profissional que constrói legado longe dos holofotes. Sua história mostra que a engenharia é, antes de tudo, um exercício de responsabilidade. A responsabilidade de planejar corretamente para que a execução seja segura, a energia chegue a seu destino e o sistema funcione com estabilidade. Na alta tensão, o verdadeiro mérito está no detalhe que ninguém vê, mas que sustenta tudo.

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