07/02/2026
Leonardo Costa Fontes cresceu dentro do ambiente empresarial antes mesmo de entender o peso da palavra sucessão. Filho de mãe médica e pai empresário, viveu desde cedo a rotina dos negócios da família em Caruaru, no agreste pernambucano. Ainda adolescente, circulava por diferentes setores da concessionária familiar, da oficina ao administrativo, aprendendo na prática como decisões afetam pessoas, processos e resultados. A empresa não era apenas um local de trabalho, mas um espaço de formação humana e profissional.
Aos quatorze anos, Leonardo já liderava a informatização da empresa, migrando sistemas manuais para uma estrutura digital quando a tecnologia ainda era exceção no interior do país. Pouco depois, criou projetos próprios, como um consórcio alternativo de veículos, e iniciou uma trajetória marcada por iniciativa e visão estratégica. Essas experiências precoces ajudaram a moldar um perfil que não se acomodaria apenas ao papel de herdeiro, mas buscaria construir valor próprio dentro e fora do negócio familiar.
A sucessão, no entanto, não veio como privilégio automático. Leonardo foi o único da terceira geração escolhido para assumir a liderança da empresa, após passar por um programa formal de preparação. Coube a ele conduzir a transição e, mais tarde, liderar a venda da concessionária, encerrando um ciclo histórico da família. A decisão exigiu maturidade e desapego, transformando a sucessão em ponto de partida para novos desafios empresariais.
Nos anos seguintes, a reinvenção se tornou regra. Leonardo investiu em telecomunicacoes, representando a Claro por quase duas décadas em Pernambuco, período em que se destacou nacionalmente em gestão e tecnologia, levando a cidade a ser referência no lançamento da tecnologia quatro G. Paralelamente, atuou no mercado imobiliário, participou da criação de condomínios empresariais e, em dois mil e dezoito, fundou a Atak, distribuidora de alimentos refrigerados e congelados. Em poucos anos, a empresa alcançou posições de liderança nacional com marcas como Danone, Banana Brasil e Tirolez.
A atuação institucional sempre caminhou ao lado dos negócios. Leonardo tornou se o presidente mais jovem de uma associação comercial no Norte Nordeste, liderou projetos de fortalecimento do comércio regional e criou iniciativas como a Rodada de Negócios da Moda Pernambucana. Para ele, entidades de classe não são apenas espaços de representação, mas ferramentas de desenvolvimento econômico, networking e formação de lideranças.
Mesmo diante de mudanças de mercado e crises setoriais, Leonardo manteve uma postura de adaptação contínua. Durante a pandemia, acelerou estratégias de vendas digitais e logistica de entrega, reforçando a importância da tecnologia para gestão e tomada de decisão. A busca por formação também seguiu constante, com graduação em Administração e pos graduação em Gestão Avançada de Pessoas e Organizações, aprofundando a visão sobre descentralização e formação de equipes.
Hoje, com quase quatro décadas de atuação empresarial, Leonardo Costa Fontes representa um perfil de líder que transformou a sucessão em oportunidade de reinvenção. Sua trajetória mostra que herdar um negócio não significa repetir caminhos, mas ter coragem para encerrar ciclos, criar novos modelos e assumir responsabilidades que vão além da própria empresa. Ao unir tecnologia, gestão e participação ativa em entidades de classe, ele construiu um legado que dialoga com empresários experientes e jovens que enxergam no empreendedorismo um caminho de impacto e transformação.

